Não lavava a louça,
nem a roupa.
Bêbado,
pedia à mulher
para não escovar os dentes.
Criticava as drogas
mas,
consumia-as.
Eu,
que
sempre detestei conserva
- cebola, só -,
não me incomodava.
Gostava da companhia inteligente,
divertida
e fiel.
Quando ele mudou,
não recriminei
e
chamei
de maturidade.
Permanecemos ímpares,
sem problema algum.
De repente,
o "esquema" ficou estranho.
MUITO.
Passou a crer
que
as Cruzadas salvaram
o povo convertido ao Islamismo,
que
o Hitler era Socialista,
que
o aquecimento global inexiste,
que
fumar não faz mal,
que
não existiu o homem da caverna,
que
é bonito afirmar uma postura homofóbica,
que
caçar
evita que o urso invada a casa das famílias
- por isto,
o provedor deve,
sempre,
carregar uma arma na cintura
(impede, também, a incursão do "vagabundo que não estudou,
nem trabalhou e preferiu roubar o fruto do esforço dos honestos"),
que
o Comunismo ameaça o povo brasileiro,
que
o terrorista vermelho do PT
- é... ele ressuscitou a Esquerda -
faz parte de um Partido
"criminoso e ilegal"
e
que
a "discussão com um petista não pode ser tratada no que diz respeito às propostas,
mas no que diz respeito aos crimes...
Aponte o dedo no nariz do sujeito e desmascare-o".
Sem lógica,
se defende propaganda palavras
Divinas.
Falta de vergonha?
Ignorância?
Fundamentalismo?
Água do parto?
Merda na cabeça?
Cara...
que pena.
22 de out. de 2014
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