22 de out. de 2014

Não lavava a louça,
nem a roupa.

Bêbado, 
pedia à mulher
para não escovar os dentes.

Criticava as drogas
mas,
consumia-as.

Eu,
que
sempre detestei conserva
- cebola, só -,
não me incomodava.

Gostava da companhia inteligente,
divertida
e fiel.

Quando ele mudou,
não recriminei
e
chamei
de maturidade.

Permanecemos ímpares,
sem problema algum.

De repente,
o "esquema" ficou estranho.

MUITO.

Passou a crer
que
as Cruzadas salvaram
o povo convertido ao Islamismo,
que
o Hitler era Socialista,
que
o aquecimento global inexiste,
que
fumar não faz mal,
que
não existiu o homem da caverna,
que
é bonito afirmar uma postura homofóbica,
que
caçar
evita que o urso invada a casa das famílias
- por isto,
o provedor deve,
sempre,
carregar uma arma na cintura
(impede, também, a incursão do "vagabundo que não estudou,
nem trabalhou e preferiu roubar o fruto do esforço dos honestos"),
que
o Comunismo ameaça o povo brasileiro,
que
o terrorista vermelho do PT
- é... ele ressuscitou a Esquerda -
faz parte de um Partido
"criminoso e ilegal"
e
que
a "discussão com um petista não pode ser tratada no que diz respeito às propostas,
mas no que diz respeito aos crimes...
Aponte o dedo no nariz do sujeito e desmascare-o".

Sem lógica,
se defende propaganda palavras
Divinas.

Falta de vergonha?
Ignorância?
Fundamentalismo?
Água do parto?
Merda na cabeça?

Cara...
que pena.

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